Tem Dalia em nosso meio.

 
Uma Dalila na igreja evangélica brasileira.

A igreja evangélica no Brasil é apaixonada por uma Dalila que a enfraquece e rouba sua força e a entrega diariamente aos filisteus.

“Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre atua boca e come o que eu te dou”.
Ezequiel 2:8


Como que um pastor caído em adultério pode continuar ministrando, escrevendo livros e os vendendo?
Como um pastor pode dar apoio público a um governo insanamente corrupto e continuar pregando e verberando contra o pecado dos irmãozinhos que ousam infringir algumas regras de sua denominação?
Como que uma igreja pode basear seu ministério numa agressiva modalidade de pedidos de ofertas, que constrangem o próprio criador do cristianismo, no caso, Cristo.
Como que práticas espíritas podem se imiscuir na igreja e engolfar multidões de crentes em práticas místicas e feiticeiras?
Como pode haver tanta aceitação de velhas heresias idolátricas que agora adotaram algumas formas externas da religião e passaram a se chamar “movimento carismático”?

Só há uma resposta: a igreja evangélica no Brasil, porque todos esses fatos estão acontecendo hoje no Brasil, é apaixonada por uma Dalila que a enfraquece e rouba sua força e a entrega diariamente aos filisteus (obreiros fraudulentos). Essa Dalila chama-se EMOÇÃO – ou seja, o que eu sinto é mais importante do que percebo e mais, o que sinto é mais importante do que aquilo que a Bíblia diz.
Pouco se lê a Bíblia, pouco se busca ao Senhor na sua palavra e o conhecimento que a maioria dos crentes têm sobre as escrituras é apenas superficial, porém se eu for à igreja e me SENTIR bem, isso é o que importa.

Retiros e mais retiros são feitos com a nata da liderança evangélica apresentando-se como feita de obreiros exemplares e bem sucedidos. Mas vamos falar a verdade por um momento. A maioria desses eventos têm como finalidade ganhar dinheiro, ou seja, têm caráter caça-níqueis e mais, glória a Deus, poderiam ser plenamente substituídos por duas horas de joelhos no próprio quarto em oração. Com isso, quero dizer que muitos desses pastores superocupados não têm vida de oração, não conhecem Deus profundamente e, na verdade, estão se aproveitando da histórica falta de cultura do povo brasileiro que é averso à leitura.

É preciso voltar a Jesus, meu povo. Como um Oséias, posso clamar: “Buscai ao Senhor e vivei”.

Como um Davi, posso afirmar: “Tua palavra é a lâmpada”.

Como Jesus, posso revelar: “Errais por não conhecerdes as escrituras”.

O povo que se distancia da palavra aproxima-se da dependência vergonhosa de sacerdotes hipócritas e interesseiros.

Dalila diz para Sansão (Igreja) ainda hoje: “Você pode viver de orações, revelações, êxtases, experiências. A verdade é o quê você sente e como você se sente”.
E Sansão, enfraquecido, não percebe que sua força já se foi, e que nada mais é como dantes. O primeiro amor morreu.

Os filisteus divertem-se com uma igreja que dá espetáculos de indecência e desorientação, os escândalos que povoam diariamente a mídia.
Solução? Existe. Buscar ao senhor sem cessar. Buscá-lo em sua glória, como a Bíblia o revela. Clamar: “Dá-nos força mais uma vez, Senhor”. Força que vem do estudo sério e sincero da tua palavra. “Morramos nós (para o mundo) e os filisteus (convertendo-se a Cristo)”.
Deixar Dalila é duro porque ela é fascinante, mas é a diferença entre a vida e a morte espiritual.

 

postado por

prHipolito Cesar

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